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Reportagem: edição híbrida e especial superou as expectativas

Tektónica 2020: setor da Construção mantém resiliência e encara futuro com otimismo

Reportagem e Fotos: Ana Clara | Jornalista e Diretora16/10/2020

Foi à sombra da pandemia, que tem alterado os modelos de negócio em todo o mundo, que teve lugar entre 8 e 11 de outubro, a Tektónica 2020 – Feira de Construção e Obras Públicas. Num modelo híbrido, com menos espaço e expositores, as empresas que decidiram apostar na presença física, garantem que “valeu a pena” e que “é essencial retomar a normalidade” num setor que nunca parou e que tem tudo para ser contra-corrente no país. Ao longo dos quatro dias, participaram no evento (físico e digital) mais de 8500 pessoas, das quais, mais de 5500 presencialmente e 3000 seguidores digitais. As Revistas O Instalador e Novoperfil - editora Induglobal - foram media partners e marcaram presença com stand próprio. Recorde-se que, paralelamente, teve lugar também a Intercasa e o SIL - Salão Imobiliário de Portugal. 

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Num ano atípico, marcado pela pandemia de Covid-19, também o setor da Construção em Portugal teve de se reinventar, seja nas empresas, na aceleração digital, seja nas novas formas de comércio.

A nível dos grandes certames do setor, a Tektónica também passou pelo mesmo processo. Depois do adiamento – de maio para outubro – a Feira Internacional de Lisboa (FIL) apostou num evento híbrido que, de acordo com o balanço final da organização, foi “muito positivo”, permitindo às empresas apresentarem os seus produtos e soluções ao mercado.

Com 1 pavilhão apenas, a FIL decidiu juntar à Tektónica a Intercasa e o SIL – Salão Imobiliário de Portugal, congregando, desta feita, vários esforços, de forma a atingir a máxima exposição possível para os mercados da construção, decoração e imobiliário.

Isso mesmo ficou patente na entrevista concedida por Teresa Gouveia, Gestora da Tektónica, às revistas O Instalador e Novoperfil – editora Induglobal -, em que vincou que a Fundação AIP “mostra, assim, a sua firme determinação em ajudar as empresas do setor a retomar a atividade, a fazer contactos e networking, a ter a possibilidade de concretizar negócios, contribuindo desta forma para a retoma gradual da nossa economia”. “Através da feira, incentivámos os negócios e o networking, fundamental entre empresas e profissionais”.

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Tektónica, SIL e Intercasa decorreram em simultâneo.

Se é certo que o modelo da Tektónica 2020 foi adaptado aos tempos difíceis, resultantes da situação pandémica que o país atravessa, também é verdade que o público – profissional e geral – que visitou o recinto, trouxe alento aos expositores e à organização. Durante os quatro dias da feira, muitos foram os que passaram pela FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, à procura de soluções e produtos para a Construção.

Uma das novidades desta edição foi a Plataforma Virtual (a FIL Virtual) que apresentou duas possibilidades: Mobile e Web APP e que permitiu aos expositores agendarem reuniões com compradores nacionais e internacionais e mostrarem os seus produtos a outros mercados por uma via não presencial, um incremento do projeto de internacionalização que a FIL pretende implementar nas suas feiras, permitindo chegar a compradores, empresas e a mercados diferenciados, que habitualmente não estão tão acessíveis. Este ano, as oportunidades de se realizarem negócios ainda foi mais abrangente do que nos anos anteriores e possibilitará ter toda a informação disponível online por um período de um ano.

Nesta edição híbrida, esta novidade implementada pela FIL, será utilizada nos futuros eventos, feiras e congressos, garante a organização.

Empresas motivadas

Durante o certame falámos com várias empresas e fomos sentir o pulso ao setor. João Ferreira Gomes, da Caixiave, mostra-se bastante otimista. A Caixiave assume-se como líder no mercado ibérico de janelas e portas eficientes, e a participação no SIL, é, pois, "natural". Sobre os tempos atuais, João Ferreira Gomes adianta: "no nosso setor não há nenhum problema de retoma, porque nunca parou e sempre com imensa atividade. Algo que se manterá até final deste ano. Em 2021, as perspetivas que se avizinham ainda vão ser melhores porque com o pacote financeiro que está previsto ao abrigo do Green Deal, e que já está previsto no Plano de Resiliência e Recuperação da economia portuguesa para 2020-2030, não iremos ter nenhum problema de procura. Vai haver investimento em tudo o que é a melhoria do conforto das casas e em eficiência energética. Valendo 15% do PIB, o setor da Construção tem sido um contra-balanço daquilo que representa a perda no setor do turismo". 

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João Ferreira Gomes, da Caixiave.

Quanto à participação na Feira, o responsável diz que "este contacto é sempre importante, apesar de o evento deste ano ter sido excecional, foi o possível, combinando uma parte física com a digital". Considera, contudo, que no futuro, "estes eventos vão ter que se reinventar, passar mais por espaços de networking e conferências temáticas em que as pessoas se encontrem. Teremos, sem dúvida, uma maior digitalização de eventos, mais setoriais".

Refere que a Caixiave neste momento está num processo de grande investimento. "Temos um parceiro novo, que entrou no capital social da Caixiave, em 2019, com um grande investimento (na ordem dos 45 milhões de euros) numa nova fábrica em Famalicão e a ampliação da atual. Vamos ficar com a maior capacidade industrial da Península Ibérica na produção de janelas eficientes de PVC e de alumínio. E, neste sentido, vamos ser um player importante na Europa neste setor. Além disso, vamos trazer mais inovação ao mercado português, com novos produtos, soluções, formas inovadoras de negócio e com a aceleração da parte digital. A nossa participação no SIL passa por isso, por promover os nossos produtos e serviços, estando onde temos de estar, próximos dos promotores imobiliários que estão a projetar novos empreendimentos", acrescenta. 

Ávila e Sousa, Diretor de Marketing no Grupo Preceram, afirma que, para o grupo, "fez todo o sentido estar presente na Tektónica", certame onde o grupo participa desde 2004. "É muito importante estar junto dos nossos clientes e distribuidores, ter contacto com eles e, além disso, é uma excelente oportunidade de comunicar para o público em geral". 

"Temos soluções que vão desde o tijolo até ao isolamento, placas de gesso, entre outras. E temos vários produtos que, em conjunto, são soluções para a construção, habitação, escolas e hotéis", realça.

"Apesar deste modelo de feira especial, a ligação das três fileiras acaba por ser interessante, porque temos os materiais de construção, a decoração e a promoção imobiliária", sublinha Ávila e Sousa.
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Ávila e Sousa, Diretor de Marketing do Grupo Preceram, na Tektónica 2020.

Com capital exclusivamente nacional e integrado no setor da cerâmica estrutural, a Preceram é um grupo de origem familiar constituído por várias empresas portuguesas com vasta experiência e um amplo conhecimento do setor da construção e do mercado dos materiais de construção. 

O Grupo Preceram tem instalações distribuídas por Pombal, Águeda, Oliveira do Bairro e Figueira da Foz, onde as suas unidades fabris produzem uma ampla gama de produtos para a construção, dispondo ainda de uma completa e versátil frota de distribuição cobrindo a totalidade do território nacional.

Preceram – Indústrias de Construção, S.A. (empresa que deu origem e denominação ao grupo) e a Preceram Norte – Cerâmicas, S.A. são as maiores produtoras de tijolo cerâmico em Portugal. As outras marcas são:

  • Argex – Argila Expandida, S.A. é uma moderna unidade industrial que produz argila expandida de alta qualidade.
  • Só Argilas – Comércio de Barros, S.A. dedica-se à exploração, extracção e comercialização de argilas em bruto e de barros preparados.
  • Gyptec Ibérica – Gessos Técnicos, S.A. dedica-se à produção de placas de gesso através de métodos não poluentes e ambientalmente sustentáveis.
  • Volcalis – Isolamentos Minerais, S.A. dedica-se à produção de lã mineral através de um processo produtivo absolutamente inovador e único em Portugal.

Uma das novidades desta edição foi a Plataforma Virtual que apresentou duas possibilidades: Mobile e Web APP e que permitiu aos expositores agendarem reuniões com compradores nacionais e internacionais e mostrarem os seus produtos a outros mercados por via não presencial

Sobre a forma como a pandemia veio alterar a atividade das empresas, o responsável da Preceram, refere que "apesar de a nossa participação (na Tektónica) ser diferente dos anos anteriores, julgo que pode ser potenciada pela dinâmica online. O digital ajuda muito e é uma ferramenta diferente para conseguirmos chegar a mais pessoas, sobretudo aos profissionais". 

Ávila e Sousa realça ainda o foco do Grupo, nomedamente no caso da Volcalis, a empresa mais recente, "tem sido excelente, como o caso do isolamento térmico e acústico". "Com esta pandemia, as pessoas perceberam que a casa é o seu refúgio". "Temos desde o tijolo térmico – da Preceram – mais na área da construção nova, vivendas, temos a argila expandida – no caso da Argex – que acaba por ser um produto leve, que serve para os pisos, pavimentos, coberturas, enchimentos leves e isolantes, como as coberturas ajardinadas, as floreiras e os jardins. Depois com as placas de gesso e com a lã mineral aí temos soluções multifacetadas para divisórias, tetos falsos, fachadas ventiladas, soluções que podem melhorar o conforto térmico". 

Recorde-se que o Grupo Preceram exporta para os países de língua oficial portuguesa mas também para mercados como Espanha, França, Inglaterra e países nórdicos. 

Estreante na Tektónica é a Esdec, fornecedora  global de sistemas de energia solar. Motivados pelo objetivo de permitir a transição para a energia solar sustentável a favor das gerações futuras, a empresa oferece aos clientes os produtos e serviços mais inovadores e abrangentes. Desde 2004, a Esdec fornece sistemas de energia solar para todos os tipos de telhados, tanto residenciais como comerciais, para instaladores, distribuidores e empresas EPC. Além disso, também presta serviços de assistência técnica e aconselhamento. Os técnicos especializados operam em mais de 20 países e estão empenhados em ajudar os clientes a fazer a transição para a energia solar renovável.

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Tiago Antunes, Sales Manager Portugal da Esdec.

Para Tiago Antunes, Sales Manager da Portugal da Esdec, o setor da Construção "não sofreu muito com a pandemia até agora, nunca parou, nunca esteve estagnado, ao contrário de outros países na Europa, como Espanha e França, Portugal acabou por continuar a manter este setor, o que acabou por não se refletir uma quebra tão acentuada como esperávamos". A parte negativa, frisa, "é que o processo de tomada de decisão por parte do cliente deste tipo de investimento é mais longo, as pessoas estão com mais receios". Ainda assim, Tiago Antunes considera que "valeu a pena" a presença na Tektónica, sobretudo para "dar a conhecer a marca ao setor e projetar a sua atividade cada vez mais longe". "Nesse sentido, foi muito positivo", adianta. 

A Alphi foi outra estreante na Tektónica. Sediada na Saboia, no cruzamento dos eixos Lyon, Genebra e Turim, a empresa de capitais familiares Alphi, nasceu em 1995, e propõe uma gama completa que permite oferece soluções de cofragem e escoramento adaptadas a cada projeto de construção. Com uma cultura de empresa familiar, a Alphi foi fundada por Edmond Souvignet, e é atualmente dirigida pelos filhos, Philippe e Alexandre, que partilham uma visão progressista da empresa. 

Em entrevista às nossas revistas, Miguel dos Santos, Diretor Comercial da Alphi Portugal, refere que os valores da empresa são muito claros: "desenvolver soluções que têm como objetivo o aumento da produtividade e a melhoria das condições de trabalho dos colaboradores nas obras". "Além disso, é essencial para nós colocar a prevenção e a segurança no centro das nossas atenções". 

Recorda que a empresa é o primeiro fabricante de cofragem a beneficiar, desde 2014, do rótulo 'Origine France Garantie' para a cofragem horizontal. 

Miguel dos Santos afirma que a empresa começou este ano a apostar no mercado nacional e que a presença na Tektónica, ainda que nos moldes limitados deste ano, visou "divulgar a marca e os seus serviços". Considera que o "mercado português é cada vez mais apetecível e tem tudo para continuar a crescer nos próximos anos, sobretudo, pelas obras que se avizinham, não só públicas como privadas". "Além disso, frisa, "é uma porta de entrada para outros mercados, como os de língua oficial portuguesa", um objetivo de mercado que também está na mira da Alphi. A juntar a isso há a candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, o que na opinião do responsável, pode atrair mais obra e investimento. 

As Revistas O Instalador e Novoperfil - editora Induglobal - foram media partners e marcaram presença na Tektónica com stand próprio

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Miguel dos Santos, Diretor Comercial da Alphi.

Miguel dos Santos fala ainda do compromisso ecorresponsável da empresa. O desenvolvimento sustentável, a economia circular e a responsabilidade social estão no centro das preocupações e da reflexão estratégica da empresa, sobretudo com o objetivo de "produzir, limitando, ao mesmo tempo, o consumo e o desperdício de matérias-primas e das fontes de energias não renováveis e contribuir para comportamentos responsáveis nas obras, limitando os riscos para a saúde dos operários através da utilização de equipamentos, produtos e técnicas amigos do ambiente". 

O Departamento de I&D da empresa adotou o próprio conceito de responsabilidade social das empresas: “contribuir para as apostas do desenvolvimento sustentável através de um comportamento ético e transparente, para uma melhor consideração dos impactos ambientais e sociais da atividade da empresa”.

As mais recentes inovações da Alphi são disso ilustração. Um produto como o sistema de cofragem TopDalle Éco responde em todos os pontos às noções de economia verde, de economia de utilização e da ecologia industrial que caracterizam a economia circular.

Sandra Santos, sócia gerente Sagiper, não tem dúvidas: “valeu a pena estar presente na Tektónica 2020”. 

Desde 1994, a Sagiper oferece soluções de pavimento (deck) e revestimentos/lambris (interior e exterior) para habitação, dando resposta às crescentes exigências e desafios do setor da arquitetura, construção, paisagismo e decoração.

A responsável considera que a pandemia veio trazer alertas a muitos portugueses que, por força de passarem mais tempo em casa, perceberam que "há pequenas obras, de melhoria, de conforto e de renovação que são essenciais". "Isso para nós é ótimo e esperamos que 2021 seja um ano de excelência no nosso setor", antecipa. 

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Stand da Sagiper na Tektónica.

De recordar que a Sagiper produz 24 horas por dia e conta com uma estrutura de mais de duas dezenas de funcionários e 3 turnos de trabalho, assegurando a produção contínua, de 5 a 7 dias por semana, das diferentes gamas de produtos da empresa – Sagirev, Sagideck e Sagiwall.

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