BJ23 - Novoperfil Portugal

REVISTA DA ENVOLVENTE DO EDIFÍCIO JANELAS | FACHADAS | VIDRO | PERSIANAS | TOLDOS | PORTAS | AUTOMATISMOS Preço:11 € | Periodicidade: Bimestral | Fevereiro 2025 - 23 | www.novoperfil.pt www.novoperfil.pt C/ Forja, 1 - P.I. La Cantueña 28946 - Fuenlabrada (Madrid) Tlf. 91.642.29.24 info@persycom.com www.persycom.com SISTEMA DE PROTEÇÃO SOLAR QUE PROCURA TANTO A ESTÉTICA QUANTO O CONFORTO DISPONÍVEL EM 3 TIPOS DE LÂMINAS: Z70, Z90 E C80 VERSÃO PADRÃO E BLACKOUT (O MODELO MAIS ESCURO DO MERCADO) NOVA ANGULAR La brisoleil t e m u m n o m e 23 Fevereiro 2025 PERFIL

MADRID, 13-14 DE NOVEMBRO DE 2025 www.congresoasefave.com Promotor: Organizador: Secretariado técnico e conceção: SOBRE JANELAS, FACHADAS E PROTEÇÃO SOLAR II Congresso Internacional

CX SISTEMA DE CORRER Desenvolvido com um forte compromisso com a sustentabilidade, o sistema foi projetado para otimizar a eficiência energética dos edifícios, reduzindo o consumo de energia e aproveitando ao máximo a luz solar. Atende às mais rigorosas exigências de conforto e segurança, combinando elegância, alta eficiência energética e conforto acústico. Abertura até 8 folhas Até 250kg/folha Capacidade de acomodar vidro triplo até 36mm de espessura

SUMÁRIO Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Avenida Defensores de Chaves, 15, 3.º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone (+351) 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Gabriela Costa Equipa Editorial Gabriela Costa, Sónia Ramalho, José Luis Paris Marketing e Publicidade Hélder Marques e Frederico Mascarenhas redacao_novoperfil@interempresas.net www.novoperfil.pt Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 66 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 127424 Déposito Legal 468458/20 Distribuição total +8.500 envios. Distribuição digital a +7.400 profissionais. Tiragem +1.100 cópias em papel. Edição Número 23 – Fevereiro de 2025 Estatuto Editorial disponível em https://www.novoperfil.pt/ EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu A Revista Novoperfil é Media Partner Principal da: Parceiros: Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação da Novoperfil adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. Smart home and building solutions. Global. Secure. Connected. ATUALIDADE 6 EDITORIAL 6 Semana Internacional da Construção consolida posição com quase 47 mil profissionais 10 2.ª edição dos Prémios Novoperfil reflete compromisso com inovação e sustentabilidade 12 Prémios Novoperfil abrem janelas para um futuro mais eficiente, inovador e sustentável 14 “As empresas do setor devem abraçar as oportunidades relativas às novas exigências” 18 “Discutiremos ideias, conceitos e tecnologias inovadoras” 22 Novas regras, novos desafios: o que vai mudar na indústria dos materiais de construção 26 Exlabesa inaugura nova fábrica de extrusão de perfis de alumínio em Portugal 32 PLANIA, a evolução da janela em PVC 34 FINEO da AGC é o primeiro e único vidro isolante a vácuo do mundo com a marca CE 36 Living Places: o projeto de sustentabilidade e bem-estar da Velux 38 Hydro acelera programa de descarbonização 40 Alumetal reforça compromisso ambiental com declaração de impacto ecológico 42 A inovação sustentável na construção: o compromisso da Saint-Gobain 44 Vencedores do Palmarés Architecture Aluminium Technal 2024 já são conhecidos 46 Forterro adquire Orgadata, que se torna divisão Windows&Doors 50 Reynaers Aluminium lança BIM Studio em Portugal 52 Transformar os processos de construção através da IA 54 ST LIBERTIA Plus: Design e conforto na proteção solar 56 Reynaers Aluminium ganha dois prémios nos Archiproducts Design Awards 2024 58 Fachada ultratransparente através da união de componentes de vidro com silicone estrutural, criando um conjunto com efeito de membrana 60 NOTÍCIAS ANFAJE 70 Nortalu otimiza transmissão térmica dos sistemas R65 e R75 com poliamidas Low Lambda da Technoform 72 Cortizo apresenta novos sistemas de correr eleváveis minimalistas 4600 Plus e E 170 74 Giesse, Schlegel, Reguitti e Jatec entram na era Quanex 76 Liga Portugal inaugura novo edifício sede 78 Instalação de portas automáticas em edifícios históricos 81

6EDITORIAL Numa altura em que todo o setor discute a revolução legislativa em curso, preparando-se para adaptar materiais, processos e requisitos à nova Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios e ao já em vigor Regulamento Produtos de Construção (RPC), que obriga os fabricantes a incluir uma percentagem mínima de material reciclado em produtos como alumínio, PVC, vidro e madeira, os desafios no mercado nacional da construção são complexos. Neste contexto, as empresas da envolvente do edifício desdobram-se em esforços para fazer face às novas exigências com a qualidade dos materiais, os requisitos técnicos de fabrico e instalação, a eficiência energética e o conforto térmico e acústico dos edifícios, ao mesmo tempo que tentam manter-se competitivas por via da inovação digital e tecnológica. Na indústria dos materiais de construção, associações e fabricantes defendem que a implementação eficaz do novo RPC “vai depender de um equilíbrio entre exigências normativas, apoios à transição e fiscalização que evite distorções de mercado”, como pode ler num artigo esclarecedor sobre as novas regras que ditarão um futuro mais rigoroso para o setor. Mas as mudanças resultam também em novas oportunidades. Num contexto em que a ameaça de os EUA aplicarem tarifas de 25 por cento sobre as importações de alumínio e aço abre uma guerra comercial com a União Europeia (e com países como o Canadá e o México), a APAL acredita que “a utilização de produtos reciclados pode aumentar a autonomia nacional e reduzir a dependência da Europa de outras regiões" em relação às necessidades de material. As novas regras garantem mais transparência e um maior alinhamento com os objetivos do Green Deal. No setor das janelas eficientes, por exemplo, “as empresas devem continuar a abraçar as oportunidades relativas às novas exigências” de redução do consumo energético dos edifícios e de materiais e requisitos de construção sustentáveis, como sublinhou João Ferreira Gomes no 8.º Encontro Nacional da ANFAJE. Em reportagem, conheça a opinião dos especialistas sobre as atuais tendências, num debate com foco na Construção 4.0 onde a presidente da EuroWindoor, Verena Oberrauch, apelou à premência de aproveitar a revisão da Diretiva EPBD para “garantir que as janelas são vistas como um contributo positivo para a eficiência energética e o conforto” da habitação em Portugal. Bem a propósito, a distinção de várias empresas e projetos com os Prémios Novoperfil – Janelas Eficientes revela o compromisso do setor com a sustentabilidade e a inovação. Numa edição concorrida, a iniciativa volta a destacar o papel essencial das janelas na transição energética e ambiental. Em destaque, neste número, a reportagem completa desta 2.ª edição da iniciativa que premeia boas práticas lideradas por empresas que são “um exemplo inspirador”, nas palavras de Bruno Veloso, vice-presidente da ADENE. Também a não perder, a entrevista a José Pedro Aller, diretor geral da Aluplast Ibérica, que, numa antevisão aos International Innovation Days da empresa, defende uma visão mais globalizada do mercado da caixilharia em PVC. Boa leitura. Novas exigências legais agitam setor Janelas em PVC, um mercado em crescimento As perspetivas para o setor da construção são encorajadoras: as vendas de caixilhos de janelas estão a aumentar cada vez mais. A última edição do estudo da Ceresana, um dos principais institutos de pesquisa de mercado do mundo, sobre o mercado global de janelas em PVC prevê que a procura aumente novamente este ano. De acordo com o estudo, os investigadores de mercado esperam que as janelas de PVC utilizadas em edifícios cresçam globalmente numa média de 2,3% por ano até 2033. No entanto, existem grandes diferenças por país e por segmento de construção. A renovação e a construção comercial tendem a ser as áreas de crescimento mais rápido. O número de caixilhos de janelas (não os acessórios e os vidros) é sempre decisivo para a análise global do mercado da produção e venda, importação e exportação de janelas em PVC. A análise da Ceresana sobre o mercado de janelas em PVC prevê taxas de crescimento mais elevadas para o segmento da renovação. As janelas de madeira ou alumínio estão a ser cada vez mais substituídas por perfis de PVC robustos e de fácil manutenção em quase todo o mundo. Em muitas regiões, a construção comercial está a desenvolver-se de forma mais dinâmica do que a construção residencial. Por último, conclui-se que as janelas de PVC economizadoras de energia se pagam a si próprias rapidamente. O estudo mostra que as janelas de vidro fixo e as janelas panorâmicas estão a ganhar quota de mercado em todo o mundo, tal como as janelas basculantes, que já estão generalizadas na Europa e permitem uma ventilação controlada.

giesse.it Linha estética Kora Em qualquer espaço, a coerência do design transmite elegância e atenção aos pormenores. A gama de puxadores GIESSE KORA representa uma solução moderna e coordenada, garantindo um design uniforme e distinto que proporciona uma aparência harmoniosa em todo o espaço. A KORA está agora também disponível para aberturas exteriores, persianas e na versão offset para fachadas.

8 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.NOVOPERFIL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Gonçalo Pires Marques finalista no 'Building of the Year 2025' do ArchDaily Saint-Gobain fornece soluções para renovação de escritórios da Novartis A Saint-Gobain Glass participou no projeto de reabilitação do edifício de escritórios da Novartis, em Barcelona, com as suas soluções de vidro, bem como na recuperação e reciclagem do vidro obsoleto que foi substituído neste processo de renovação. Para a realização de uma nova fachada com as melhores caraterísticas térmicas e de segurança, bem como estéticas e de controlo solar, foi selecionado o vidro duplo Climalit Plus com folha exterior Parsol bronze laminado e termoendurecido, câmara de 16 mm com árgon e folha interior com Planitherm XN e Stadip Protect. Um vidro de baixa emissividade reforçado com um ‘safety plus’ que contribui para minimizar as perdas de calor dos compartimentos e proporciona um elevado nível de transparência, proporcionando maior eficiência, gerando poupanças de energia significativas e uma redução considerável das emissões de CO2. A Saint-Gobain Glass está acreditada como gestora de resíduos não perigosos, retirando do local janelas e portas obsoletas para tratar os resíduos de vidro e recuperá-los, incorporando-os como casco no processo de fabrico de vidro para construção. O projeto foi realizado em duas fases: na primeira, foram recuperadas 16 toneladas de vidro e, na segunda, 11 toneladas adicionais, perfazendo um total de 27 toneladas que continuarão o seu processo de recuperação na sua fábrica de vidro flotado em Avilés. Posteriormente, serão reintroduzidas no processo de produção, dando uma segunda vida a este material para o fabrico de vidro novo para edifícios. Este processo reduzirá 8 toneladas de emissões de CO2. A Saint-Gobain oferece aos profissionais um Certificado de Rastreabilidade e Circularidade como parte do seu serviço de reciclagem. Arquiteto português, com o projeto a Casa Donavan, é finalista de um dos mais importantes reconhecimentos internacionais na área da arquitetura. O arquiteto português Gonçalo Pires Marques está entre os finalistas do prémio 'Building of the Year 2025' do ArchDaily, um dos mais importantes reconhecimentos internacionais na área da arquitetura. O seu projeto, a Casa Donavan, destaca-se pelo uso inovador da madeira e pelo compromisso com a sustentabilidade, tornando-se um exemplo de excelência na arquitetura contemporânea. A Casa Donavan distingue- -se pela sua abordagem única à construção em madeira, um processo que o próprio arquiteto descreve como ‘quase artesanal’. A escolha da madeira termotratada, sem utilização de químicos, reforça o compromisso com a sustentabilidade. Além dos materiais escolhidos, o desenho da casa foi pensado para reduzir a necessidade de sistemas de climatização. O aproveitamento inteligente da exposição solar e a ventilação natural transversal contribuem para um menor impacto ambiental. Houve também um esforço consciente na seleção de fornecedores locais, minimizando deslocações e importações para reduzir a pegada ecológica.

9 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.NOVOPERFIL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER markilux apresenta o seu novo 'estilo pérgula' Os toldos de pérgola são muito procurados no mercado porque, muitas vezes, combinam uma aparência leve com uma construção robusta e resistente ao vento que atua como um telhado protetor. A versatilidade dos modelos atuais é muito ampla. A markilux desenvolveu, por isso, o 'estilo pérgola', que incorpora uma estética purista e faz o terraço brilhar com tecnologia de iluminação de alto efeito. O novo toldo pergolado markilux assenta quase casualmente na fachada. O seu nome 'estilo pérgola' dá o mote. O sistema de proteção solar tem um design particularmente ornamental: desde as colunas estáveis até à cassete quadrada e ao perfil de saída compacto. O design é minimalista e realça a forma cubista em todos os seus componentes. O toldo também parece ser feito de uma única peça, uma vez que quase não se veem parafusos. Um ambiente luminoso de grande efeito “O nosso objetivo era elevar a estética do sistema de pérgola a uma dimensão superior. Tornar o design mais ornamentado e defini-lo com um sistema de iluminação ambiente semelhante ao introduzido no ano passado para o 'MX-4'”, diz a markilux. As linhas LED, controláveis através de uma aplicação, podem ser integradas não só nas guias laterais e no capot, mas também nas colunas e nas coberturas das pernas. As luzes apontadas para cima criam uma bela gradação de luz. Com as lâmpadas RGB brancas quentes, os LEDs criam cenas de luz neutras ou coloridas, que enfatizam muito o design do toldo. O novo “estilo pérgula” ilumina os terraços graças à sua tecnologia de luz de alto efeito. Foto: markilux. Panattoni Ibéria anuncia início de construção do Panattoni Park Lisbon-City A histórica localização em Santa Iria da Azóia, conhecida como Covina, testemunhará a transformação de um enclave industrial num moderno parque logístico com 85.000 metros quadrados de área construída, impulsionado pelo promotor. A Panattoni Ibéria e a Saint-Gobain formalizam um acordo para a aquisição, por parte do promotor, da antiga fábrica de vidro conhecida como Covina, situada em Santa Iria de Azóia, para dar início ao projeto de transformação do espaço existente para uso logístico. A transação foi assessorada pela Abreu Advogados, sob a coordenação do sócio Pedro Pais de Almeida. O parque logístico será desenvolvido em três parcelas que contam com uma extensão total de 212.380 m2. Contará com cinco armazéns que somarão uma área bruta locável (ABL) de 85.485 m2 e o seu processo de construção está planeado para decorrer em duas fases. A primeira fase, iniciada em fevereiro, contará com uma ABL de 52.590 m2 distribuída por três edifícios logísticos multi-inquilinos, em condomínio fechado, e com um pé direito de 11 metros, painéis fotovoltaicos na cobertura, cais de carga e descarga, e carregadores para frotas de veículos elétricos. Este espaço será modular e oferecerá frações que variam entre 6.000 e 52.000 m2. Os edifícios incluirão zonas de escritórios, áreas sociais para funcionários e mezanine. Estima-se que esta primeira fase esteja pronta para arrendamento em meados de 2026.

10 PERFIL EVENTOS Semana Internacional da Construção consolida posição com quase 47 mil profissionais A Semana Internacional da Construção, organizada pela Ifema Madrid, encerrou as suas portas no passado dia 8 de novembro com um balanço muito positivo, demonstrando a recuperação do setor e lançando as bases para impulsionar o seu elevado potencial de crescimento. O evento reuniu 46.737 participantes profissionais e 560 empresas, com os salões Construtec, Veteco, Smart Doors e Piscimad e consolidou-se como um evento-chave para todo o setor da construção, demonstrando a sua utilidade como instrumento fundamental ao serviço de todo o ecossistema da construção. A Semana Internacional da Construção serviu para refletir a diversidade do setor, como se pode comprovar através dos diferentes perfis profissionais que participaram, entre os quais se destacam as empresas de construção e reabilitação, 28%; os gabinetes de arquitetura, 7%; os armazéns e disO número de visitantes profissionais da Semana Internacional da Construção aumentou 2%.

11 PERFIL EVENTOS tribuidores, 15%; e os instaladores, 34%. Estes números reafirmam o papel deste evento como ponto de encontro e fórum de negócios para os diferentes players do setor, desde a conceção e construção até à distribuição e manutenção. IMPULSIONAR A INTERNACIONALIZAÇÃO A participação internacional foi outro dos destaques, representando 16% do total de visitantes e superando os 12% da edição anterior. Os países com maior presença de profissionais foram Portugal, Alemanha, Itália, França, Marrocos e Turquia; e do lado da oferta, participaram empresas da Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Bolívia, Bulgária, China, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hong Kong, Hungria, Índia, Irlanda, Itália, Lituânia, Mónaco, Países Baixos, Polónia, Portugal, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan, Turquia e Reino Unido. No âmbito da internacionalização, o papel dos visitantes latino-americanos foi particularmente relevante, com uma presença especial de participantes da Colômbia, Brasil e México, representando 15% dos visitantes internacionais. MÉXICO FOI O PAÍS CONVIDADO O México esteve presente como País Convidado nesta renovada edição da Semana Internacional da Construção, que atingiu o seu objetivo de se reposicionar no mercado, e recebeu a visita de uma delegação da embaixada mexicana neste evento. No âmbito deste acordo, aproveitou-se para reforçar as relações bilaterais através de reuniões estratégicas com empresas, instituições e representantes governamentais, bem como reuniões B2B, onde empresas de ambos os países exploraram oportunidades de negócio em setores estratégicos, e mesas redondas com instituições, para discutir políticas públicas e incentivar o investimento. A iniciativa, reforçou a sua versão internacional com o anúncio da celebração da primeira edição da Semana Internacional da Construção México, alcançando um acordo entre a Ifema Madrid e a Expo Guadalajara para realizar na região de Jalisco uma das marcas mais consolidadas da feira madrilena. Este evento incluirá as áreas especializadas do setor, como Construtec, Veteco, Smart Doors e Piscimad, reunindo todas as caraterísticas para se converter num ponto de encontro comercial de sucesso para o setor profissional da construção, integrando toda a cadeia de valor e promovendo o comércio transfronteiriço. Este projeto espera receber visitantes locais, bem como visitantes de outros países da América Latina, Europa e Ásia. INOVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E NOVOS NEGÓCIOS Durante quatro dias intensos, a Semana Internacional da Construção posicionou-se como um espaço fundamental para a inovação, a formação e o intercâmbio de conhecimentos através de um programa completo de atividades com apresentações de destaque, como as realizadas no Fórum de Arquitetura, com o Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid (COAM); as jornadas de formação e emprego com a Fundación Laboral de la Construcción; o I Fórum de Investimento; o Fórum BIM, as Jornadas Técnicas CGATE e a Associação de Medidores de Quantidade de Madrid e o I Fórum de Home Staging e Marketing Imobiliário, que partilhou e analisou as chaves do futuro deste setor. Com este balanço, a Semana Internacional da Construção reafirma- -se como uma plataforma estratégica para o desenvolvimento do setor, com o objetivo de continuar a reforçar a colaboração entre empresas e profissionais, tanto a nível nacional como internacional, e de consolidar o seu crescimento e expansão internacional. n

12 PERFIL PRÉMIOS NOVOPERFIL 2.ª edição dos Prémios Novoperfil reflete compromisso com inovação e sustentabilidade A edição dos Prémios Novoperfil – Janelas Eficientes 2024 registou um aumento significativo no número de candidaturas, refletindo Os Prémios Novoperfil – Janelas Eficientes são promovidos pela Revista Novoperfil, em parceria com a ADENE - Agência para a Energia e a ANFAJE - Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes. A cerimónia de entrega da 2.ª edição desta iniciativa que distingue boas práticas e produtos de alto desempenho energético realizou-se no dia 22 de novembro, no Auditório Creative Talks da Concreta 2024, na Exponor (Porto). A Revista Novoperfil agradece a oportunidade de trabalhar nos Prémios Novoperfil - Janelas Eficientes em conjunto com os parceiros ANFAJE e ADENE, através da iniciativa CLASSE+, e felicita, mais uma vez, os vencedores e todos os participantes por contribuírem para um setor mais dinâmico, eficiente e sustentável. n Alguns vencedores dos Prémios Novoperfil 2024 presentes na cerimónia realizada no Auditório Creative Talks da Concreta, no Porto. EMPRESAS E PROJETOS VENCEDORES: PRÉMIOS EMPRESAS • Pequenas Empresas: Alfermar • Grandes e Médias Empresas: Caixiave • Empresas Excelência: Rehau PRÉMIOS PROJETOS • Sustentabilidade: BestWindow • Inovação: Caixiave MENÇÕES HONROSAS • Pequenas Empresas: Barros & Alexandre • Grandes e Médias Empresas: BenePVC, Carvalho & Mota, e Perfil Contemporâneo • Empresas Excelência: Reynaers Aluminium • Projetos Sustentabilidade: Carvalho & Mota.

ALUMÍNIO 100% RECICLADO PÓS-CONSUMO CORTIZO INFINITY é mais que uma simples promessa; é uma realidade atingível que não se esconde em cadeias de abastecimento pouco transparentes; caso queira comparar. Capacidade produtiva 100.000 t/ano CORTIZO INFINITY FACTOS, NÃO PALAVRAS FUNDIÇÃO CORTIZO COIRÓS

Muito mais do que um mero reconhecimento, os Prémios Novoperfil – Janelas Eficientes refletem o compromisso crescente das empresas com a sustentabilidade, a inovação e a eficiência energética. Na sua 2.a edição, este compromisso traduziu-se na distinção de soluções “que transformam os nossos edifícios em espaços mais confortáveis, eficientes e ambientalmente responsáveis”. Gabriela Costa 14 PERFIL PRÉMIOS NOVOPERFIL Prémios Novoperfil abrem janelas para um futuro mais eficiente, inovador e sustentável “O caminho da descarbonização começa onde a eficiência energética encontra a inovação: nas nossas janelas. Elas são barreiras contra o desperdício, aliadas da sustentabilidade e peças- -chave para um futuro mais eficiente e sustentável”. Nas palavras de Bruno Veloso, é por tudo isto que a ADENE se associa aos Prémios Novoperfil, um evento que é “um exemplo claro de como o setor das janelas está a assumir um papel de destaque na transição energética e na construção de um futuro mais sustentável”, sublinha o vice-presidente da ADENE – Agência para a Energia. Estes Prémios são, pois, “muito mais do que um reconhecimento. Destacam o papel central que as janelas desempenham na eficiência energética e no conforto térmico dos edifícios, sublinhando o impacto positivo que este setor tem no combate às alterações climáticas”, defende. Reconhecendo “o trabalho excecional da Revista Novoperfil”, cujo “compromisso em divulgar, valorizar e promover as melhores práticas do setor” culmina nestes Prémios, que são “a prova do vosso contributo inestimável e da vossa visão para um setor mais preparado e dinâmico”, Bruno Veloso agradeceu também à ANFAJE “a dedicação, que tem sido determinante para transformar o mercado das janelas eficientes num dos pilares centrais na descarbonização do nosso parque edificado”. UM “EXEMPLO INSPIRADOR” DE TALENTO, VISÃO E AÇÃO A 2.a edição dos Prémios Novoperfil registou um aumento significativo no número de candidaturas, refletindo o compromisso crescente das empresas com a inovação e a sustentabilidade.

15 PERFIL PRÉMIOS NOVOPERFIL O envolvimento das Empresas (Alfermar, Caixiave e Rehau) e Projetos (da Bestwindow e Caixiave) vencedores, bem como o das Empresas e Projetos distinguidos com Menção Honrosa (Barros&Alexandre, BenePVC, Carvalho&Mota, Perfil Contemporâneo e Reynaers Aluminium) e o de todos os participantes nesta iniciativa foi decisivo para o sucesso desta edição dos Prémios Novoperfil. Na Cerimónia de Entrega dos Prémios, apresentada por Gabriela Costa, diretora da Revista Novoperfil, António Batalha, gestor do Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos – CLASSE+ e Portal casA+ da ADENE e Braz Mendes, vice-presidente da ANFAJE, o público presente pôde comprovar que, com o empenho de todos, conseguimos reforçar o âmbito destes prémios, chegando a um maior número de empresas participantes. Só na categoria Empresas ultrapassámos as 50 inscrições. “Estes Prémios são um exemplo claro de como o setor das janelas está a assumir um papel de destaque na transição energética” – Bruno Veloso, vice-presidente da ADENE Como comentou o vice-presidente da ADENE, “este ano ficámos particularmente impressionados com o aumento significativo do número de candidaturas, especialmente na categoria Empresas. Este crescimento não é apenas estatístico, mas, antes, o reflexo do compromisso crescente das empresas com a sustentabilidade, a inovação e a eficiência energética. Cada candidatura recebida representa uma visão de futuro, uma aposta em soluções que transformam os nossos edifícios em espaços mais confortáveis, eficientes e ambientalmente responsáveis”. As boas práticas empresariais das empresas aderentes ao CLASSE+ e nos projetos inovadores e sustentáveis de construção ou reabilitação que integram vãos envidraçados ficam demonstradas pela “capacidade de inovar e de apostar em soluções sustentáveis” de todas as empresas participantes”, reitera Bruno Veloso: “um exemplo inspirador. Na opinião de João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE, a etiquetagem energética das janelas “tem contribuído para o desenvolvimento do setor e é uma ferramenta indispensável para Bruno Veloso, da ADENE e João Ferreira Gomes, da ANFAJE, na Cerimónia de Entrega dos Prémios Novoperfil.

16 PERFIL PRÉMIOS NOVOPERFIL qualquer empresa que produz janelas em Portugal”. Sublinhando que “o sistema CLASSE+ tem sido um sucesso em Portugal”, a ANFAJE, parceiro fundamental dos Prémios Novoperfil, felicitou os parceiros do projeto e as empresas participantes, congratulando-se pelo mérito da iniciativa. Mérito esse que se traduz na constatação de que “os projetos premiados mostram que inovação e sustentabilidade caminham lado a lado, sendo catalisadores do progresso real”, como conclui Bruno Veloso. A ADENE afirma- -se orgulhosa “em contribuir ativamente para esta transformação, através de sistemas como o CLASSE+, que continuam a ser ferramentas fundamentais para ajudar os consumidores a fazerem escolhas informadas, promovendo produtos de melhor desempenho energético”. Os Prémios Novoperfil - Janelas Eficientes estão divididos em várias categorias, com o objetivo de reconhecer tanto produtos como projetos que se destacam pela inovação tecnológica e pelas suas contribuições para a sustentabilidade. A categoria Empresas premeia as empresas que mais se destacam pela sua capacidade de inovação e pela introdução no mercado de produtos que contribuem para a melhoria da eficiência energética. Como explica António Batalha, as candidaturas nesta categoria “focaram-se em soluções de janelas que apresentam características avançadas de isolamento térmico, durabilidade e eficiência, proporcionando benefícios tanto para os consumidores como para o ambiente”. Já a categoria Projetos reconhece iniciativas de maior envergadura, desenvolvidas por empresas que colocam a sustentabilidade no centro das suas operações. Os projetos apresentados “demonstraram um compromisso claro com a implementação de soluções inovadoras que não só melhoram a eficiência energética dos edifícios, como também têm um impacto social e ambiental significativo”, analisa o gestor do CLASSE+. Várias candidaturas nesta categoria “refletiram uma visão integrada de eficiência energética, combinando design avançado com materiais sustentáveis e processos construtivos que reduzem a pegada ecológica”, detalha ainda. As soluções de janelas distinguidas em 2024 na iniciativa definem o caminho para a vanguarda do setor, rumo à eficiência e sustentabilidade. Reafirmando a sua posição de referência enquanto Media de divulgação das melhores práticas empresariais na Envolvente de Edifício, e no setor das janelas, em particular, a Revista Novoperfil dará conta, ao longo das suas próximas edições, do mérito das Empresas e Projetos vencedores, através de entrevistas ou reportagens com cada um deles. Afinal, e como proferiu o vice-presidente da ADENE no encerramento da Cerimónia de Entrega dos Prémios Novoperfil – Janelas Eficientes, “estes prémios representam o que há de melhor no setor: talento, visão e ação. E, mais importante, mostram que o futuro da construção sustentável já está a ser desenhado hoje”. Continuemos, juntos, “a abrir janelas para um futuro mais eficiente, inovador e sustentável”. n C M Y CM MY CY CMY K

PERFIL 18 “AS EMPRESAS DO SETOR DEVEM ABRAÇAR AS OPORTUNIDADES RELATIVAS ÀS NOVAS EXIGÊNCIAS” Redução dos consumos energéticos por via da eficiência, melhoria do conforto térmico e acústico dos edifícios, mais exigências sobre a qualidade e os requisitos de instalação de janelas. Sob a temática ‘Construção 4.0: O Futuro Inteligente das Janelas e Fachadas’ o 8.º Encontro Nacional da Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) reuniu na Concreta 2024 especialistas nacionais e europeus, profissionais e empresas para debater as tendências, oportunidades e desafios do setor. Gabriela Costa Em foco, ao longo de um dia preenchido pela partilha de conhecimento e boas práticas, esteve a integração das tecnologias digitais na construção, em particular no que diz respeito ao fabrico, comercialização e instalação de janelas e fachadas eficientes. No momento atual, “o lema só poderia ser este”, sublinhou, na sessão de abertura, João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE. Face à “necessidade de existir mais habitação em Portugal que cumpra com os exigentes requisitos técnicos de maior conforto térmico e acústico e de eficiência energética” o debate sobre Construção 4.0 permitiu analisar “os enormes desafios que todo o setor da construção tem pela frente e que o nosso setor, em particular, deve acompanhar”. Na opinião de João Ferreira Gomes, a abertura do setor à construção inteligente, nomeadamente de janelas e fachadas, é crucial para resolver “os desafios relacionados com a industrialização e digitalização crescente da atividade da edificação” e começar a abordar “o tema da robotização da atividade do nosso setor e os desafios da Inteligência Artificial em todas as áreas das nossas empresas”. Também incontornáveis são os desafios que surgem com a nova Diretiva Europeia do Desempenho Energético dos Edifícios e dos edifícios de consumo zero, sublinha. Lamentando o final anunciado do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, o responsável defende que “no âmbito da qualidade e conforto térmico das habitações em Portugal a grande maioria dos portugueses devia ser considerado ‘vulnerável’, à luz da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE).

PERFIL 19 Alertando que “não se entende que o apoio às janelas eficientes fique de fora dos programas e medidas de apoio a executar nos próximos anos”, o presidente garante que a ANFAJE continuará a apresentar propostas ao Governo e aos Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República que incluam apoios à instalação de novas janelas eficientes. O objetivo é defender “uma política ambiciosa de melhoria do conforto e da eficiência energética das habitações em Portugal”. Num quadro de incerteza política, João Ferreira Gomes elogia “a boa situação do investimento imobiliário privado e da execução dos investimentos no âmbito do PRR na área da melhoria da eficiência energética do edificado público”. No atual contexto, as empresas do setor “devem continuar a abraçar as oportunidades relativas às novas exigências de redução dos consumos energéticos, à melhoria da eficiência energética dos edifícios, às questões da sustentabilidade e da economia circular, ao aumento da qualidade e dos requisitos relativos à instalação de janelas eficientes e a todos os desafios relacionados com a Economia 4.0 e a Inteligência Artificial”, concluiu. Numa intervenção intitulada ‘A Nova Diretiva EPBD: O que Muda em 2025?’, Tiago Mota, da ADENE – Agência para a Energia, apresentou as principais disposições da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (UE) 2024/1275: normas mínimas de desempenho energético para edifícios não residenciais; trajetórias para uma renovação progressiva do parque imobiliário residencial; energia solar nos edifícios; edifícios com emissões nulas; passaporte de renovação; certificados energéticos; plano nacional de renovação de edifícios; financiamento, assistência técnica e balcões únicos de desempenho energético; e potencial de aquecimento global. Num contexto europeu em que o setor dos edifícios é um dos consumidores de energia com maior dimensão na europa (42%) e responsável por mais de 1/3 de emissões relacionadas com esse consumo, realidade que em Portugal se traduz num setor que consome 33% do consumo de energia final e emite 5,4% e 18% das emissões totais de GEE (âmbito 1 e âmbito 2, respetivamente), o responsável da ADENE sublinhou que, no nosso país, 63% do consumo de energia é proveniente de fontes renováveis. Avaliando “as áreas de foco” da EPBD 2024 [Renovação, Descarbonização, Framework (certificados, passaportes, financiamento, etc.) e Modernização], Tiago Mota concluiu que os principais desafios são a modernização do parque imobiliário (80% dos edifícios apresentam classes energéticas C ou piores); o custo da renovação (criação de incentivos financeiros e utilização de mecanismos de apoio); e a capacidade do setor da construção (formação de profissionais no setor, mão de obra altamente qualificada). Já as maiores oportunidades estão no combate à pobreza energética (renovação dos edifícios mais antigos e ineficientes para melhorar significativamente a qualidade de vida, especialmente para as populações vulneráveis); incentivos financeiros e novos mercados (planos

PERFIL 20 nacionais de renovação energética como auxílio no acesso a fundos públicos e privados); e criação de emprego (desenvolvimento de novas tecnologias e dos ‘green jobs’). #STARTWITHTHEWINDOW Também Verena Oberrauch, presidente da EuroWindoor, enunciou os grandes desafios para 2025 na indústria das janelas em toda a Europa. Na visão da confederação que representa os interesses dos fabricantes europeus de janelas, portas e fachadas, as tendências de desenvolvimento atuais apontam o foco para a digitalização e inovação tecnológica, sustentabilidade e proteção climática, novas competências, materiais e métodos de construção inovadores e construção residencial e infraestruturas. Sublinhando que o Green Deal passou de um plano ambicioso a um quadro regulamentar em progresso, com o lançamento pela UE de muitas novas iniciativas regulamentares e programas políticos, Verena Oberrauch acredita que desta evolução resultam oportunidades para o setor das janelas: a nível da revisão da Diretiva EPBD, “garantir que as janelas continuam na ordem do dia e são vistas como um produto positivo que pode contribuir para a eficiência energética, bem como para o conforto e o bem-estar”, e criar o lema ‘quando renovar, comece pelas janelas’; e a nível do novo Regulamento dos Produtos de Construção (RPC), “dar contributos à Comissão Europeia sobre questões de implementação, contribuir para os esforços de normalização e informar a indústria sobre as próximas alterações, fomentando o esclarecimento”. Mas que oportunidades e desafios pode a EPBD representar para o setor das janelas? O mercado da renovação está a crescer fortemente devido aos MEPS (Minimum Energy Performance Standards), explica a responsável. Até 2033, cerca de 1/3 do parque deverá ser modernizado, com 50% do potencial total de poupança. Por outro lado, o abandono dos combustíveis fósseis no parque imobiliário até 2050 (neutro para o clima) torna necessária a modernização da envolvente dos edifícios. As janelas atuais já são adequadas para edifícios com emissões zero, diz Vera Oberrauch, mas para o cálculo do potencial de efeito de estufa do ciclo de vida dos novos edifícios têm de ser identificados e comunicados indicadores ambientais para os produtos. No que respeita ao RPC, o setor das janelas e fachadas continuará a ser regido por múltiplos grupos de produtos ao abrigo deste regulamento, garante a presidente da EuroWindoor, comentando “isso não mudará”. A nova e a ‘antiga’ versões serão aplicadas em paralelo durante um período de transição gradual, com os novos requisitos a entrarem em vigor assim que as normas dos produtos estiverem harmonizadas de acordo com o RPC, detalha. Este processo envolve peritos nacionais dos Estados-Membros da UE e tem como objetivo a revisão dos grupos de produtos e das normas. Estão a ser recolhidos todos os requisitos dos países membros para os vários grupos de produtos. O pedido de normalização para janelas e portas está previsto para meados de 2025, abordando temas como a avaliação da transmissão térmica e a determinação dos valores U pelo fabricante ou pelo organismo notificado. Está também em curso uma via rápida para o vidro e as paredes-cortina, avança a responsável. Em jeito de reflexão, a presidente da EuroWindoor questiona em que medida o futuro do setor das janelas se deve concentrar na renovação. Vera Oberrauch não tem dúvidas: a substituição de janelas por estruturas modernas oferece muitos benefícios

PERFIL 21 diretamente tangíveis para os consumidores, incluindo poupança de energia, qualidade do ar interior, acústica, segurança, conforto e utilização sem barreiras para pessoas com deficiência e idosos. JANELAS INTELIGENTES, JANELAS EFICIENTES O 8.º Encontro Nacional da ANFAJE incluiu ainda uma demonstração prática da instalação de uma janela eficiente, a cargo do patrocinador principal do evento, a Soudal Portugal. A propósito da integração das tecnologias digitais na construção, Rui Salgueiro, country manager da Soudal Portugal, referiu que “a digitalização vai ter, de facto, um papel importante em todo o setor da construção”. E deixou uma mensagem a fabricantes, vendedores e instaladores de janelas e fachadas eficientes: “temos que estar preparados, porque é assim que vamos enfrentar os grandes desafios que se colocam pela frente”. Para promover a transição digital do setor a ANFAJE integrou no seu Encontro Nacional uma Masterclass exclusiva sobre Janelas Inteligentes. Intitulada ‘A Inteligência Artificial ao serviço do setor das janelas’ esta aula foi apresentada por Marco Gouveia, fundador da Escola Marketing Digital. O 8.º Encontro Nacional contou com a exposição dos patrocinadores e com um espaço para networking. O evento, de que a Novoperfil é Media Partner, foi patrocinado pela Soudal Portugal, Saint-Gobain Glass, Persax e Otiima, e contou com o apoio institucional da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) e da EuroWindoor. Nesta edição do evento anual de referência do setor não faltaram, como habitualmente, os momentos de debate com os associados da ANFAJE e as organizações e profissionais do setor, materializados em três mesas- -redondas: 'Perspetivas dos Setores da Construção e do Imobiliário para 2025', que reuniu a participação de Tiago Mota, da ADENE e Nuno Simões, do Itecons; 'Desafios e Oportunidades para o Setor das Janelas em 2025', com Hélder Vilaça, da Passivhaus Portugal, Victor Ferreira, do Cluster Habitat Sustentável, Mário Molho, da Otiima e Nuno Simões do Itecons; e 'Melhorar o Isolamento Acústico dos Edifícios', com a participação de Rui Oliveira, da Saint-Gobain Glass, Acácio Pires, da ZERO e João Ferreira Gomes, da ANFAJE. Em discussão estiveram temas tão variados como as estratégias de longo prazo para a reabilitação de edifícios e combate à pobreza energética, demais novidades regulamentares e novas exigências técnicas com a eficiência energética, papel das janelas na construção de casas passivas, tendências emergentes de sustentabilidade, desempenho energético e neutralidade carbónica, e contributo das janelas eficientes para o isolamento acústico. A fechar o dia de trabalhos, o Centro de Negócios da Concreta foi palco para o lançamento oficial do Manual de Produto – Janelas, uma publicação técnica da ANFAJE, em parceria com a editora Induglobal, que inova no setor por ser a primeira do género em Portugal. Mais uma iniciativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes para apoiar e prestigiar o setor em Portugal, no âmbito do seu trabalho associativo de já 15 anos em prol do contributo das janelas eficientes para a melhoria do conforto térmico e acústico, da qualidade da construção e da eficiência energética dos edifícios portugueses. n

ENTREVISTA 22 PERFIL JOSÉ PEDRO ALLER, DIRETOR GERAL DA ALUPLAST IBÉRICA Os consumidores portugueses valorizam a boa relação qualidadepreço e “os excelentes valores de isolamento acústico e térmico oferecidos pelas janelas e portas em PVC”. Em entrevista a propósito dos International Innovation Days, que a aluplast dinamiza na primeira semana de maio, no Porto, José Pedro Aller, diretor geral da aluplast Ibérica, defende que “uma visão mais completa e globalizada do mercado das janelas é o primeiro passo para a internacionalização dos clientes”. José Pedro Aller, diretor geral da aluplast Ibérica. INTERNATIONAL INNOVATION DAYS “Discutiremos ideias, conceitos e tecnologias inovadoras”

ENTREVISTA 23 PERFIL Qual é a sua perceção do mercado de janelas em PVC em Portugal? O mercado português procura, acima de tudo, uma janela de qualidade. Portugal fez uma aposta firme no PVC há muitos anos. Na procura de uma janela de qualidade, eficiente e sustentável há muitos aspetos a favor da caixilharia em PVC. O equilíbrio entre o alumínio e o PVC varia, mas podemos falar de uma presença maioritária entre os distribuidores e os particulares. Revela-se, talvez, mais complicado analisar os novos projetos de construção. Como é que as qualidades do PVC se adaptam às exigências do mercado português? O mercado português, como muitos outros, dá atualmente grande importância ao preço. Deste ponto de vista, e tendo em conta o binómio qualidade-preço, os consumidores portugueses apreciam os excelentes valores de isolamento acústico e térmico oferecidos pelas janelas e portas em PVC. Não podemos esquecer que estamos num mercado muito exigente, de acordo com os mais rigorosos critérios europeus. Elementos como a etiqueta energética têm ajudado muito a construir um mercado eficiente e transparente. Que presença tem a aluplast neste mercado? A aluplast está presente no mercado português há mais de 30 anos. Ao longo destes anos fomos progredindo no nosso compromisso com este mercado até atingirmos a liderança. Mais de 20 unidades de produção de várias dimensões permitem-nos servir diretamente o mercado e apoiar os nossos clientes nos seus projetos de exportação para França, Suíça, América Latina e Magrebe, entre outros mercados. Que sistemas aluplast são mais procurados em Portugal? A aposta diferenciada na junta central faz com que estes sistemas sejam os mais procurados. A segurança e a durabilidade dos nossos caixilhos de junta tripla são muito apreciadas no mercado português. É também surpreendente a boa aceitação dos sistemas de correr. O sistema de correr smart-slide oferece excelentes valores de estanquidade ao ar para janelas de grandes dimensões. Portugal lidera a Europa na utilização deste tipo de solução. Na procura de uma janela de qualidade, eficiente e sustentável há muitos aspetos a favor da caixilharia em PVC

ENTREVISTA 24 PERFIL No entanto, temos de ter em conta a nossa enorme versatilidade, com mais de 20 séries diferentes. Ninguém tem um catálogo tão vasto como o nosso. E os nossos clientes sabem-no. No próximo mês de maio, a aluplast vai realizar o encontro International Innovation Days. Quando e onde vão decorrer estas jornadas? A aluplast está presente nos cinco continentes, por isso, todos os anos selecionamos uma cidade onde reunimos os nossos clientes em torno de ideias inovadoras. Este ano será no Porto. Depois da nossa presença no México, Índia, África do Sul e Austrália, a aluplast aposta desta vez na Europa, na primeira semana de maio. Esta é uma excelente oportunidade para todos os nossos clientes trocarem experiências, consolidarem práticas e - acima de tudo – participarem num bom encontro de amigos, onde poderemos, mais uma vez, reunirmos. Muitos deles vêm com as suas famílias, dando a estes encontros um ambiente mais pessoal e humano. Prometemos que não falaremos apenas de janelas. Quais são os objetivos do evento? Num mundo hiperconectado como o nosso é muito interessante para todos os nossos clientes ter uma visão mais completa e globalizada do mercado das janelas. Este é o primeiro passo para a internacionalização de todos os nossos clientes. Quem é o grupo-alvo do encontro e que ações se vão realizar? Os proprietários e gestores dos nossos principais fabricantes são sempre convidados a assistir às apresentações planeadas e aos espaços de networking. Alguns produtores interessados em aprofundar o conhecimento dos sistemas aluplast também são convidados a participar. Outros players que fazem parte do ecossistema das janelas também estarão presentes: software, máquinas, etc. Que partners internacionais da aluplast são esperados nos International Innovation Days? Nesta ocasião seremos acompanhados por vários parceiros com uma visão semelhante e presença internacional, tais como Continental, Siegenia, Roto, Thorwesten, Schtec, Graf, RA Workshop e Febatec, bem como por representantes do setor da construção e associações da indústria de cerramentos que contribuirão com a sua visão atual e futura do setor em geral e dos cerramentos em particular. Que conclusões espera a aluplast retirar deste evento? Durante o evento partilharemos com os participantes os projetos em que estamos a trabalhar atualmente, bem como os projetos futuros. E discutiremos ideias, conceitos e tecnologias inovadoras, para as quais esperamos também um feedback nutritivo e enriquecedor de todos os participantes neste encontro no Porto. n A aposta diferenciada na junta central faz com que estes sistemas sejam os mais procurados

Pode obter mais informações em: www.energeto.net/neo energeto® neo design meets technology Como imaginas a janela do futuro? Em aluplast fazemos uma e outra vez a mesma pergunta. É por isso que o ano passado investimos em desenvolver uma nova plataforma. Nasceu uma nova linha que integra os desejos dos nossos clientes e a nossa vocação por oferecer soluções excecionalmente eficientes. O resultado: energeto® neo : + Desenho moderno e intemporal. + Linhas simples e janelas de alta qualidade. + Janelas de produção industrial e soluções arquitetónicas e personalizadas em uma só plataforma. energeto® neo - design meets technology As inovadoras tecnologias energeto garantem o mais alto nível de isolamento térmico, segurança e conforto

26 PERFIL RPC Novas regras, novos desafios: o que vai mudar na indústria dos materiais de construção As associações e fabricantes de materiais destinados ao setor da construção mostram-se conscientes que as novas regulamentações trazem desafios, mas também oportunidades para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo. No entanto, a sua implementação eficaz dependerá de um equilíbrio entre exigências normativas, apoios à transição e uma fiscalização justa que evite distorções de mercado. Marta Clemente O setor da construção enfrenta uma revolução regulatória com a entrada em vigor do novo Regulamento Produtos de Construção (RPC) e o desenvolvimento do Código da Construção em Portugal. Estas mudanças representam um desafio para a indústria dos materiais de construção, exigindo adaptação a padrões mais exigentes em sustentabilidade, rastreabilidade e digitalização. No entanto, também abrem oportunidades para inovação e competitividade, impulsionando o desenvolvimento de materiais mais eficientes e sustentáveis. O novo RPC, adotado pela Comissão Europeia em 27 de novembro de 2024, substitui o Regulamento (UE) n.º 305/2011 e atualiza as regras sobre a comercialização de materiais de construção na União Europeia. O RPC entrou em vigor 20 dias após a publicação no Jornal Oficial da UE, sendo que a maioria das disposições serão aplicáveis a partir de 8 de janeiro de 2026, enquanto outras entrarão em vigor entre 2025 e 2027. As principais motivações para esta revisão incluem a definição de requisitos para produtos mais ecológicos e seguros, a melhoria da informação digital disponível para empresas e cidadãos, a agilidade na criação de normas harmonizadas e o fomento de modelos empresariais inovadores. Para colmatar lacunas na implementação do regulamento anterior, foram incorporados mecanismos para a declaração de desempenho dos produtos, especialmente no que se refere à sustentabilidade. O novo RPC estabelece requisitos rigorosos para os materiais de construção, obrigando os fabricantes a incluir uma percentagem mínima de material reciclado em produtos como alumínio, PVC, vidro e madeira. Adicionalmente, a obrigatoriedade das Declarações Ambientais de Produto (DAP), alinhando-se aos objetivos do Pacto Ecológico Europeu, impõe que se forneçam informações detalhadas sobre o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos materiais. Para garantir a conformidade com estas normas serão adotadas metodologias padronizadas de avaliação de desempenho e transparência nos processos produtivos. A implementação do Passaporte Digital do Produto constitui um dos avanços mais relevantes, exigindo que os fabricantes detalhem a composição, impacto ambiental e ciclo de vida dos seus produtos. Este requisito visa aumentar a rastreabilidade e transparência dos materiais ao longo da cadeia de valor, promovendo a interoperabilidade entre fornecedores, construtoras e reguladores.

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