BJ23 - Novoperfil Portugal

PERFIL 18 “AS EMPRESAS DO SETOR DEVEM ABRAÇAR AS OPORTUNIDADES RELATIVAS ÀS NOVAS EXIGÊNCIAS” Redução dos consumos energéticos por via da eficiência, melhoria do conforto térmico e acústico dos edifícios, mais exigências sobre a qualidade e os requisitos de instalação de janelas. Sob a temática ‘Construção 4.0: O Futuro Inteligente das Janelas e Fachadas’ o 8.º Encontro Nacional da Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) reuniu na Concreta 2024 especialistas nacionais e europeus, profissionais e empresas para debater as tendências, oportunidades e desafios do setor. Gabriela Costa Em foco, ao longo de um dia preenchido pela partilha de conhecimento e boas práticas, esteve a integração das tecnologias digitais na construção, em particular no que diz respeito ao fabrico, comercialização e instalação de janelas e fachadas eficientes. No momento atual, “o lema só poderia ser este”, sublinhou, na sessão de abertura, João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE. Face à “necessidade de existir mais habitação em Portugal que cumpra com os exigentes requisitos técnicos de maior conforto térmico e acústico e de eficiência energética” o debate sobre Construção 4.0 permitiu analisar “os enormes desafios que todo o setor da construção tem pela frente e que o nosso setor, em particular, deve acompanhar”. Na opinião de João Ferreira Gomes, a abertura do setor à construção inteligente, nomeadamente de janelas e fachadas, é crucial para resolver “os desafios relacionados com a industrialização e digitalização crescente da atividade da edificação” e começar a abordar “o tema da robotização da atividade do nosso setor e os desafios da Inteligência Artificial em todas as áreas das nossas empresas”. Também incontornáveis são os desafios que surgem com a nova Diretiva Europeia do Desempenho Energético dos Edifícios e dos edifícios de consumo zero, sublinha. Lamentando o final anunciado do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, o responsável defende que “no âmbito da qualidade e conforto térmico das habitações em Portugal a grande maioria dos portugueses devia ser considerado ‘vulnerável’, à luz da Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050 (ELPPE).

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