Sistemas de janela de correr: fora ou dentro? sinta a tentação espaço.
Informação profissional sobre a Envolvente do Edifício

Janelas: elemento vital dos edifícios

ADENE - Agência para a Energia13/09/2021
A procura pela melhoria da qualidade de vida nos edifícios leva a um constante investimento em inovações tecnológicas das soluções construtivas e ao desenvolvimento de sistemas que permitam escolhas informadas destes materiais, como é o caso da Etiquetagem Energética CLASSE+. De entre os elementos construtivos, destaca-se a janela, que tem vindo a evoluir para dar resposta ao conforto que os habitantes cada vez mais valorizam nas suas habitações.
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Evolução dos materiais das janelas

Os materiais de construção da envolvente trazem mais conforto aos portugueses e maior riqueza à economia nacional. Da experiência que a ADENE tem, enquanto entidade gestora do Sistema de Certificação de Edifícios (SCE), cerca de 60% das medidas de melhoria, que são identificadas nos Certificados Energéticos, focam a envolvente das habitações, como é o caso da substituição de janelas, aplicação de coberturas, isolamentos, etc.

As janelas são uma das soluções com caraterísticas mais expressivas e vitais de um edifício, servindo como parte do envelope térmico enquanto proporcionam transmissão de luz, isolamento acústico e ventilação natural. A evolução da janela enquanto elemento de construção tem variado muito ao longo dos anos, tanto em tamanho e constituição, como no seu design e tipo de abertura.
As janelas permaneceram, em grande parte, com perfil de madeira até ao início do século XX, quando as soluções em ferro e alumínio se começaram a tornar opções viáveis. Posteriormente, surgiram as soluções em PVC, que ganharam relevo no setor. Mais recentemente, têm vindo a aparecer novas soluções de perfis, como é o caso da fibra de vidro.
Da mesma forma, notou-se uma evolução no que diz respeito à parte envidraçada deste elemento, com as janelas com vidro a aparecerem nos edifícios emblemáticos do Império Romano. No século XVI as técnicas de produção de vidro são aprimoradas, com o Palácio de Versalhes a glorificar o uso do vidro como elemento na arquitetura. É em 1773, que o vidro em janelas deixa de ser uma realidade apenas para um segmento da população e passa a estar disponível para a maioria, com Inglaterra a tornar-se o centro da produção deste material.

Durante a Revolução Industrial, a produção de vidro e ferro torna-se mais automatizada e ágil, de tal modo que estes materiais construtivos passam a ser fundamentais na arquitetura moderna. A constante procura pela perfeição leva à criação do vidro Float, em 1950, pelo britânico Alastair Pilkington.

A inovação permanece até à atualidade, do tradicional vidro plano simples as janelas evoluíram e passaram a ser constituídas por vidros duplos ou até mesmo vidros triplos, vidros curvos ou mais recentemente por soluções de vidros inteligentes (smart glass).

Em Portugal, existe ainda uma parte significativa de janelas não eficientes no parque edificado, com uma composição expressiva de vãos constituídos por séries frias, e por mais de 50% dos envidraçados a serem integrados por vidros simples. Uma janela com vidros simples deixa passar 72,3 a 75,4% do frio ou do calor e os ruídos. Em contraposição, se esta tiver vidros duplos e perfis isolantes, esta passagem não excede os 7%.

Uma janela com vidros simples deixa passar 72,3 a 75,4% do frio ou do calor e os ruídos. Em contraposição, se esta tiver vidros duplos e perfis isolantes, esta passagem não excede os 7%

De facto, este cenário no contexto dos edifícios existentes, reflete uma necessidade da reabilitação urbana como uma estratégia para revitalizar toda a fileira da construção nacional. Portugal assumiu o compromisso de atingir a neutralidade carbónica até 2050, cujo alcance irá depender fortemente da descarbonização do parque de edifícios, privilegiando a reabilitação urbana e o aumento do desempenho energético dos edifícios.
Para ajudar a alcançar esta meta, está previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), investimentos na eficiência energética em edifícios residenciais (300 milhões de euros), já em vigor através do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis do Fundo Ambiental, na eficiência energética em edifícios da administração pública central (240 milhões de euros) e também na Eficiência Energética em edifícios de serviços (70 milhões de euros).
É percetível a necessidade de incentivo à utilização de tipos de janelas que apresentem coerência com as condicionantes naturais, assim como a conceção de edificações preocupadas com a sustentabilidade ambiental, minimizando o uso de equipamentos de aquecimento e arrefecimento e o uso da iluminação artificial.

Relação entre os materiais e a etiquetagem CLASSE+

A escolha dos vãos envidraçados é, assim, o primeiro grande passo para promover a eficiência energética nas habitações, contudo a desmistificação dos diversos parâmetros a ter em conta nem sempre é fácil.

Para dar resposta ao desafio de informar o consumidor no sentido de optar por escolhas conscientes, a ADENE tem disponível a iniciativa CLASSE+, que disponibiliza informação sobre as soluções de janelas eficientes. Em estreita colaboração com a ANFAJE e com base nos estudos de classificação energética destas soluções construtivas, realizados pelo IteCons, foi possível desenvolver uma etiqueta energética que classifica as janelas numa escala que já nos é familiar, de “F” (menos eficiente) a “A+” (mais eficiente).

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Com a inclusão de pictogramas que facilitam a leitura e compreensão de cada parâmetro, esta ferramenta contribui para que as pessoas não tenham de lidar com documentação técnica, que nem sempre é clara.
Na etiqueta, o consumidor pode verificar o coeficiente de transmissão térmica da janela (Uw), que acresce de especial importância para a fachada orientada a norte com pouca radiação solar, o fator solar do vidro (g) e classe de permeabilidade ao ar (L). A atenuação acústica (Rw) e a transmissão luminosa (TL) são parâmetros exigidos pelo sistema que informam o consumidor sobre aspetos relevantes para o nível de conforto proporcionado pela janela e por este motivo constam também na etiqueta.
Apenas as empresas aderentes ao CLASSE+ podem emitir estas etiquetas beneficiando, assim, da diferenciação e credibilização da sua oferta num mercado cada vez mais competitivo.

Apesar do apoio proporcionado por esta ferramenta da ADENE, é necessário que o consumidor tenha ainda em conta os diversos tipos de materiais disponíveis, bem como as caraterísticas estruturais da janela, nomeadamente:

  • Caixilho e Vidro: o caixilho pode ser em alumínio com corte térmico, PVC, madeira, ou uma combinação destes materiais (alumínio no exterior e madeira no interior, fibra de vidro). Todos estes materiais oferecem soluções com um desempenho elevado que facilmente podem ser comprovadas com a simulação da etiqueta enviada pelas empresas CLASSE+ durante o processo de orçamentação. No caso do vidro, a solução mais comum atualmente são os vidros duplos, com gás árgon ou ar no intervalo entre vidros.
  • Tipo de abertura: são várias as tipologias de abertura que uma janela pode ter: correr, batente, oscilobatente, projetante, entre outras. Todos estes tipos de abertura podem atingir uma classe energética superior, desde que sejam constituídas por materiais eficientes, no entanto, há que ter em conta os diferentes comportamentos que podem resultar da escolha, por exemplo, as janelas de correr podem apresentar um desempenho inferior às de batente e oscilobatentes, devido ao desencontro das folhas.
  • Segurança: um aspeto essencial, com especial atenção às ferragens e aos vidros escolhidos.
  • Instalação: a instalação é muito importante, podendo prejudicar a eficiência da janela caso seja efetuada incorretamente. Neste sentido, deve ter em conta instaladores que tenham preferencialmente a certificação de instalador de janelas CLASSE+, para garantir o cumprimento de boas práticas para maximizar a eficiência da sua janela.
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De modo a facilitar a compreensão dos aspetos técnicos a ter em conta, o CLASSE+ criou um guia de apoio técnico, que de forma simples dá a conhecer ao cidadão os parâmetros que deve procurar na aquisição de novas janelas, facilitando o contacto com a empresa e a posterior escolha de janelas mais adequadas ao seu caso. O Guia Técnico para Janelas Eficientes CLASSE+ está disponível gratuitamente no site do CLASSE+ (www.classemais.pt), ou através do código QR.

Nos últimos anos, as soluções de vãos envidraçados na arquitetura pós-moderna têm vindo a ser subjugadas a conceitos minimalistas, com uma grande expressão do vidro face a perfis cada vez de menores dimensões.

Para dar resposta a esta nova tendência e muitos outros desafios, o setor das janelas tem vindo a apostar na constante inovação, fruto do investimento na investigação e desenvolvimento feito pelas empresas. Assim estas empresas, cada vez mais empenhadas em promover soluções eficientes e sustentáveis, estão focadas nas oportunidades e desafios do presente e do futuro. Já são inúmeros os casos de sucesso documentados pelo CLASSE+, nos quais se verificam boas práticas e soluções inovadoras de janelas instaladas pelas empresas aderentes ao CLASSE+, disponíveis para consulta no nosso site, em www.classemais.pt.

Ao optar por empresas aderentes ao CLASSE+ e solicitar a etiqueta energética, o consumidor estará a tomar uma decisão mais informada, responsável e adequada ao seu caso particular. Os consumidores, que procuram cada vez mais soluções com elevados padrões de estética aliados ao conforto térmico, incentivam e a forte aposta na inovação e melhoria de qualidade nas soluções de vãos envidraçados, encaminhando as empresas do setor para o desenvolvimento de soluções cada vez mais eficientes e sustentáveis. Junte-se a nós nesta missão!
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