Especialistas alertam que existem sinais claros que permitem identificar quando uma casa está a perder energia de forma contínua, agravando os custos mensais, o desconforto térmico e o impacto ambiental.
Quando o conforto térmico depende exclusivamente de aquecedores elétricos, salamandras ou outros equipamentos portáteis, a habitação está a falhar na sua função básica. Esta situação contribui para o aumento do consumo energético e agrava a pobreza energética, que afeta cerca de 21% da população portuguesa, incapaz de manter a casa devidamente aquecida.
Num contexto em que Portugal se destaca como um dos países europeus onde a eletricidade é mais cara para os consumidores domésticos, o nosso país ocupa o 10.º lugar entre os 27 Estados-membros da União Europeia, de acordo com o EUROSTAT, estando acima da média e que se agrava quando se entra em linha de conta, com o rendimento médio das famílias. A ineficiência energética das habitações assume assim um impacto ainda mais pesado no orçamento mensal das famílias portuguesas.
Segundo o Miguel Maia, diretor técnico da Soprema, “grande parte das habitações em Portugal continua a perder energia de forma silenciosa e constante. Sempre que uma casa não tem isolamento adequado, está a consumir mais, a emitir mais CO2 e a penalizar diretamente o conforto e o orçamento das famílias. A eficiência energética deixou de ser uma opção técnica, é hoje uma urgência económica, social e ambiental”.
Importa ainda sublinhar que os proprietários e moradores dispõem hoje de apoios públicos concretos para melhorar a eficiência energética das suas casas, reduzindo o esforço financeiro associado às obras.
O PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, através de instrumentos como o Vale Eficiência, bem como outros programas públicos de apoio à reabilitação energética e de combate à pobreza energética, já estão no terreno com centenas de milhões de euros alocados. Foi agora lançado mais um programa de apoio, reforçando a possibilidade de acesso a financiamento para intervenções como isolamento térmico, substituição de janelas ou melhoria do conforto das habitações.
Estas medidas enquadram-se numa estratégia europeia mais ampla, definida pela Diretiva sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) e pela iniciativa Renovation Wave, que estabelecem metas ambiciosas para a redução dos consumos e para a transição para edifícios de consumo quase nulo (NZE – near zero energy). Para os consumidores, a mensagem é clara: além de ser uma resposta ao aumento dos custos da energia, a reabilitação energética é hoje uma oportunidade apoiada por fundos públicos, com benefícios diretos no conforto, na fatura energética e na valorização das habitações.
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