A Corialis é uma empresa que se dedica sobretudo ao desenvolvimento e comercialização de sistemas de arquitetura. Tem muitos sistemas diferentes e, quando decidiu investir na Península Ibérica, utilizou a Lingote para a parte industrial e a Centroalum mais para a parte comercial. Inicialmente a Centroalum estava mais dedicada à área de Espanha, mas tem sido fantástico para a Lingote trazer todo este conhecimento da Centroalum para desenvolver também o mercado português. Estamos a sentir uma evolução muito positiva nos últimos tempos, com uma dinâmica muito grande, como é este evento, por exemplo.
A Lingote, de uma forma geral, tem como visão ser a melhor empresa do setor ao nível de serviços, com quem é fácil trabalhar, e ser uma referência na comunidade. Esta é a nossa visão, que aportamos de uma forma geral aos nossos clientes. Para a Centroalum é muito importante, para conseguir servir bem os seus clientes, ter os perfis certos, com a qualidade certa, na altura exata para as obras dos seus clientes finais. Nós temos essa responsabilidade, que assumimos, e queremos ser cada vez melhores para conseguir manter padrões de desempenho mais elevados. É algo que nos guia e a Centroalum puxa muito por nós nesse sentido.
O processo de extrusão é muito antigo, não evoluiu quase nada. Vi uma apresentação recentemente sobre extrusão e era igual à de há 20 anos. É um processo físico: estamos a fazer perfis, comprimindo alumínio a uma temperatura elevada com a forma que nós queremos. Tudo o que está à volta disso é que tem evoluído muito, em termos de controlo, de variabilidade do processo, de sistemas de monitorização e supervisão. Trabalhamos com receitas para ter uma qualidade muito consistente. Um desafio muito grande tem a ver com algumas partes do processo, se olharmos para toda a cadeia, desde a extrusão, rotura térmica, lacagem e anodização, em termos de mão de obra qualificada. O grande desafio vai ter muito a ver com ter essa mão de obra. Em termos tecnológicos estamos bastante bem, mas temos de ter pessoas, porque a tecnologia sem as pessoas não vai a lado nenhum, e esse é o desafio principal.
Esta questão liga muito bem com a anterior. Acho que, daqui a muito menos tempo do que esperamos, vamos ter robôs a andar na fábrica, a trabalhar ao nosso lado, se calhar com competências que conseguimos transferir bem, quase sob a forma de um programa. Creio que a evolução está a ser muito rápida e nós nem estamos bem preparados para esta evolução tão grande. Toda a parte de inteligência artificial ligada à captura de informação, a fazer com que não repitamos erros, vai aumentar bastante a fiabilidade e facilitar sermos, de facto, uma referência em termos de nível de serviço. Isso tem de ser construído com muita repetibilidade, qualidade e consistência, e aí temos de agarrar essas tecnologias o mais rapidamente possível, quando estiverem disponíveis.


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