A 8.ª edição do Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira (PNAM’25) decorre a 12 de março, às 17h00, no Teatro Aveirense, numa cerimónia que reúne arquitetos, engenheiros, representantes da academia e da indústria, bem como decisores institucionais.
O evento celebra a madeira como material estratégico para a construção sustentável, destacando projetos que combinam rigor técnico, inovação e valor cultural, segundo comunicado da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP).
A sessão vai contar com a presença do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, sublinhando a relevância institucional do prémio. Organizado pela AIMMP, em parceria com a Ordem dos Arquitetos e a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), o PNAM reconhece obras realizadas em território nacional que evidenciem a utilização qualificada da madeira e dos seus derivados, enquanto material estrutural, construtivo e expressivo.
Nesta edição, destaca-se a participação do Grupo Vicaima como patrocinador de platina, evidenciando o apoio da indústria à arquitetura, à inovação e à valorização da madeira como material do futuro.
Durante a cerimónia vão ser anunciados os vencedores e inaugurada a exposição das obras finalistas, permitindo aos profissionais, convidados e comunicação social conhecer os projetos que marcam esta edição do prémio. O programa inclui ainda uma homenagem ao arquiteto João Luís Carrilho da Graça, em reconhecimento do seu contributo para a arquitetura portuguesa.
Antes do início oficial, às 15h30, está prevista uma visita guiada opcional ao património de Arte Nova de Aveiro, organizada pelo Museu Arte Nova, reforçando a ligação entre arquitetura, cidade e património cultural.
O PNAM’25 aposta também no talento jovem com a criação da categoria PNAM Estudantes (PNAM-E), com regulamento próprio, desafiando estudantes de arquitetura e engenharia civil a desenvolver projetos sobre o tema 'Repensar as formas de habitação'. Nesta categoria serão atribuídos três prémios num total de 9.000 euros, enquanto o vencedor da vertente principal receberá dez mil euros e o troféu desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
“O PNAM é hoje muito mais do que um prémio. É uma plataforma de valorização da madeira enquanto material estratégico para a arquitetura contemporânea e para a construção mais sustentável”, sublinha Vítor Poças, presidente da AIMMP. Num contexto europeu de transição ecológica, a madeira afirma-se como material de baixo impacto ambiental, com elevado desempenho técnico e forte capacidade de inovação.
O júri de 2025, presidido pelo arquiteto Paulo Providência, vencedor da edição anterior, integra profissionais da arquitetura, academia, engenharia e indústria, reforçando o caráter multidisciplinar do prémio. Ao longo das edições anteriores, o PNAM distinguiu obras emblemáticas, como a ‘Casa no Castanheiro’ (do arquiteto João Mendes Ribeiro), a ‘Casa do Rio’ (do arquiteto Francisco Vieira de Campos) e a ‘Remodelação da Sala de Projeto I do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra’ (do aquiteto Paulo Providência).
A cerimónia já decorreu em espaços de referência, como o Mosteiro de Alcobaça, o Centro Cultural Vila Flor, o Museu da Ciência de Coimbra ou a Casa da Arquitetura, reforçando a dimensão cultural e simbólica do prémio. Com esta edição, o PNAM reafirma a sua missão de valorizar a madeira na arquitetura, promover a inovação técnica e contribuir para uma construção mais sustentável, em linha com os desafios ambientais e sociais contemporâneos.

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