Foi aprovada a estratégia PortugalBIM, um plano nacional destinado a impulsionar a digitalização do setor da construção através da metodologia Building Information Modeling (BIM). A iniciativa, publicada em Diário da República, estabelece metas para formação de profissionais, implementação em municípios e desenvolvimento de plataformas e projetos-piloto, com o objetivo de aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a coordenação ao longo do ciclo de vida dos edifícios e infraestruturas.
O Governo aprovou a Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM, designada PortugalBIM, com o objetivo de reforçar a digitalização do setor da construção e promover “maior eficiência económica, sustentabilidade ambiental e transparência”. A medida foi publicada esta quinta-feira em Diário da República, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 89/2026.
Segundo o diploma, o objetivo é melhorar o planeamento, a construção, a manutenção e até a futura desmontagem das obras, permitindo antecipar problemas, reduzir erros e otimizar recursos.
O executivo considera que esta transformação digital é “inevitável e essencial” para aumentar a competitividade do setor da arquitetura, engenharia, construção e operação. O documento refere ainda que a adoção destas ferramentas pode contribuir para diminuir custos, reduzir impactos ambientais e melhorar a coordenação entre os vários intervenientes de uma obra.
A estratégia vai ter um período de implementação de seis anos e ficará sob responsabilidade do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC). Entre as metas previstas estão a formação de pelo menos 3000 profissionais dos setores público e privado, a integração da metodologia BIM em 50 municípios por ano e o apoio à adoção destas ferramentas por pequenas e médias empresas.
O diploma prevê igualmente a criação de uma plataforma digital com conteúdos de apoio e ferramentas BIM, a realização de formações gratuitas online e o desenvolvimento de projetos-piloto nas áreas da habitação, serviços públicos e infraestruturas.
Na resolução publicada em Diário da República, o Governo sublinha ainda que Portugal “carece de uma gestão de riscos nos seus ativos” e defende que a utilização de soluções digitais poderá tornar o território “mais resiliente” em contextos de calamidade.
O documento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e o IMPIC tem agora 90 dias para apresentar um plano de ação detalhado para concretizar a estratégia.
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