Aumento das temperaturas, secas prolongadas e maior risco de incêndios estão a pressionar o setor da construção a adaptar-se às alterações climáticas. A Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) considera que o alumínio reúne características técnicas e ambientais capazes de responder aos novos desafios.
Portugal pode enfrentar um aumento significativo das temperaturas médias até ao final do século, acompanhado por fenómenos climáticos mais extremos, períodos prolongados de seca e um agravamento do risco de incêndios rurais e urbanos. O cenário é traçado por vários estudos europeus sobre alterações climáticas e reforça a urgência de adaptar edifícios, infraestruturas e cidades a uma nova realidade climática. Neste contexto, o alumínio surge como um material estratégico para a construção sustentável e resiliente.
Segundo dados da European Aluminium, o alumínio apresenta uma elevada resistência à corrosão, à exposição solar intensa e às oscilações térmicas, mantendo a sua integridade estrutural mesmo em condições climáticas extremas. A associação europeia refere ainda que este material desempenha um papel central na adaptação das cidades às alterações climáticas, especialmente em soluções de construção mais eficientes, fachadas ventiladas, janelas de elevado desempenho térmico e infraestruturas urbanas preparadas para temperaturas mais elevadas.
As previsões climáticas para o sul da Europa apontam para um aumento da frequência e intensidade das ondas de calor, assim como para uma redução significativa da precipitação anual. Em Portugal, estes fatores contribuem diretamente para o aumento do risco de incêndios, colocando pressão acrescida sobre materiais de construção e infraestruturas urbanas.
Neste contexto, a Associação Portuguesa do Alumínio (APAL) alerta para a importância de apostar em materiais preparados para responder aos desafios climáticos das próximas décadas. Além da resistência e longevidade, o alumínio apresenta ainda vantagens ambientais relevantes: é reciclável infinitamente sem perda de qualidade e pode ser reutilizado continuamente, reduzindo a necessidade de extração de novos materiais.
O setor tem vindo a investir fortemente na descarbonização da produção e no desenvolvimento de soluções capazes de aumentar a eficiência energética dos edifícios, ajudando simultaneamente a reduzir emissões e a melhorar o conforto térmico das habitações. Perante um cenário climático cada vez mais desafiante, a escolha dos materiais utilizados nas cidades, edifícios e infraestruturas torna-se uma decisão estratégica para garantir maior segurança, durabilidade e adaptação ao futuro.
A associação destaca ainda o papel crescente da reciclagem na indústria, particularmente na renovação e substituição de janelas e sistemas de caixilharia, onde o alumínio reciclado pode dar origem a novos produtos e designs inovadores, contribuindo simultaneamente para a eficiência energética dos edifícios e para a redução da pegada ambiental do setor.
Num momento em que a construção enfrenta o desafio de se adaptar a um clima em mudança e a novas exigências regulamentares, a APAL considera fundamental valorizar materiais que conciliem desempenho técnico, durabilidade e sustentabilidade ambiental.
Com esta campanha, a Associação Portuguesa do Alumínio pretende reforçar o reconhecimento do alumínio como um material essencial para o futuro da construção e para a competitividade da economia nacional, promovendo uma maior consciência sobre o seu potencial na transição para um modelo mais sustentável.
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