As sucessivas ondas de calor voltam a expor as fragilidades do parque habitacional português, levando a ANFAJE a defender incentivos fiscais e novos programas públicos para acelerar a melhoria do conforto térmico e da eficiência energética das casas.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) volta a alertar para a necessidade de se apoiar obras de melhoria do conforto térmico das habitações dos portugueses, numa altura em que, cada vez mais, o país é assolado por ondas de calor.
Nesse contexto, a Associação reivindica:
Como escreve a ANFAJE, Portugal tem um parque habitacional antigo, que foi construído sem preocupações e exigências relativas ao conforto térmico e eficiência energética dos edifícios. Por esse motivo, tem casas muito frias no inverno e muito quentes no verão, as quais não permitem que no seu interior tenhamos uma temperatura de conforto que assegure as condições de saúde e bem-estar, sobretudo da população mais idosa.
Além disso, a reforçar a falta de condições de conforto das habitações, o País continua na cauda da Europa no que respeita à denominada pobreza energética. “A maioria da população portuguesa vive em casas sem qualquer tipo de isolamento térmico, ao mesmo tempo que não consegue aquecer e arrefecer as mesmas por carência de rendimento para o custo da energia despendida em aquecedores ou aparelhos de ar condicionado” refere João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE.
A ANFAJE está disponível para apresentar as suas propostas ao Governo e às demais instituições públicas, com o objetivo de contribuir com a sua visão estratégica para continuar a aposta em medidas de melhoria do conforto e eficiência energética dos edifícios portugueses.


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