O revestimento de perfis de janela com PVC é um processo comprovado. As máquinas são fiáveis, os sistemas de colagem evoluíram bastante, e a maior parte das linhas tem os mesmos tipos de produção há anos. Não obstante, conseguir manter consistência na qualidade do revestimento continua a ser um problema para muitos fabricantes, porque em grande medida isso depende das pessoas que operam essas linhas.
A qualidade no revestimento é notória em três níveis distintos. O primeiro, é o que podemos ver imediatamente à saída da máquina. Linhas ou marcas causadas por contaminação, ou problemas no lábio, bolhas ou partículas entre o perfil e o revestimento de pvc. Visíveis e inegáveis, este tipo de defeitos impede a expedição do produto. O segundo nível é a qualidade da adesão. Menos visível, mas com a mesma consequência, um perfil pode sair da linha aparentemente bem revestido, e, no entanto, ter um defeito latente. Pressão insuficiente no contacto do PVC com o perfil, dosagem de primário incorreta, temperatura demasiado baixa ou inconsistente ao longo do perfil. Qualquer um destes fatores produz uma colagem que aparentemente está conforme, mas na realidade não está. Estes defeitos vão revelar-se mais tarde, no armazém, no transporte ou na montagem e instalação.
O terceiro nível é a performance de longo prazo. As colas HMPUR curam através de um processo químico de reticulação, em reação com a humidade do ar ambiente. Essa reação necessita das condições certas para atingir o seu máximo potencial. Uma colagem PUR completamente curada resulta em excecional resistência aos raios UV, aos ciclos e amplitude de temperatura e à humidade. Precisamente o que um perfil de janela enfrenta quando instalado. Uma colagem que não curou corretamente, não vai aguentar. O PVC pode levantar passado anos, normalmente nas extremidades, falhando quando o clima testa os seus limites.
Estes três níveis sempre existiram. O que mudou é o contexto em que os fabricantes têm de os assegurar. Um operador experiente tem uma quantidade elevada de conhecimento. Sabe identificar uma boa linha de cola no lábio, percebe quando a tensão na bobina do PVC não é correta, deteta os sinais iniciais de defeitos e corrige-os antes de a produção se transformar em sucata. Estes operadores são cada vez mais difíceis de encontrar, de manter e de substituir. A falta de mão de obra profissional não é um inconveniente temporário, mas um problema estrutural. A resposta prática a este desafio é perguntar o que a máquina pode fazer para compensar esta situação.
O fabricante Italiano WPR desenvolveu as séries STRATO e STRATO EVO precisamente com esse desafio em mente. A STRATO responde a estas questões através de sensores de monitorização ao longo da máquina, verificando parâmetros críticos como: temperatura por zonas, aplicação de cola, velocidade da linha. Toda esta informação está disponível para o operador no display do painel de controlo em tempo real. Se um parâmetro não estiver correto, a máquina identifica-o e corrige-o. Um operador menos experiente apoiado neste nível de assistência obtém resultados, que de outra forma, necessitariam de bastante mais tempo de formação na linha.
A STRATO EVO é a resposta da WPR a um dos maiores problemas do revestimento que não se deteta com facilidade – a aplicação deficiente de primário. A distribuição consistente e uniforme de primário é essencial para um processo eficaz de revestimento com PVC, mas verificar essa distribuição de forma continuada, durante o revestimento, sempre foi um desafio. A STRATO EVO integra um sistema de monitorização ótico que analisa a superfície com o primário aplicado e gera um alerta imediato, se a distribuição tiver desvios dos parâmetros definidos. Os problemas são detetados em segundos, não em metros.
Em vez de gerir os parâmetros com base em experiência e intuição, o operador gere por exceções. A máquina faz uma monitorização contínua e o operador reage a alertas que requerem avaliação humana. A consistência da qualidade é conseguida por um maior número de operadores, com formação mais curta. O conhecimento incorporado na máquina permite valências que compensam a mão de obra, que já não está disponível no mercado de trabalho. Para fabricantes que investem em revestimento de perfis hoje, isso não é uma consideração secundária, mas sim cada vez mais um fator decisivo.






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